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Professores: formação e profissionalização

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Professores: formação e profissionalização

Silmara de Oliveira Gomes Papi (saiba mais)

O presente livro resulta de um processo de inquietação acerca da formação e da profissão docente, bem como da situação de desvalorização dessa classe profissional, do perfil e postura dos professores.

Especificações

  • Nº de pág.: 206
  • ISBN: 85-86305-26-X
  • Edição: 1ª - 2005
  • Sumário:

    PREFÁCIO ..... 07
    Ilma Passos Alencastro Veiga & Mariná Holzmann Ribas

    APRESENTAÇÃO ..... 09

    CAPÍTULO 1
    A PROFISSÃO DOCENTE NO CONTEXTO DAS PROFISSÕES: OS DESAFIOS DA PROFISSIONALIZAÇÃO ..... 15

    1.1. AS ANÁLISES SOBRE A PROFISSÃO DOCENTE E O DISCURSO SOBRE A PROFISSIONALIZAÇÃO ..... 19

    1.2. A CONSTITUIÇÃO DA PROFISSIONALIDADE DOCENTE ..... 32

    CAPÍTULO 2
    FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES PARA UMA NOVA CULTURA PROFISSIONAL ..... 49

    2.1. A IDENTIDADE PROFISSIONAL DOS PROFESSORES ..... 49

    2.2. CULTURA PROFISSIONAL E PRÁTICA DOCENTE ..... 54

    2.3. FORMAÇÃO INICIAL COMO COMPONENTE DA PROFISSIONALIZAÇÃO ..... 64

    2.4. A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES E O CURSO DE PEDAGOGIA ..... 73

    CAPÍTULO 3
    CURSO DE PEDAGOGIA: CONTRIBUIÇÕES PARA A PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE ..... 95

    3.1. ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO: O DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA ..... 95

    3.2. O CURSO DE PEDAGOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA ..... 101

    3.3. PROPOSTA PEDAGÓGICA DO CURSO: UMA ANÁLISE ..... 107

    3.4. O PENSAMENTO DOS FORMANDOS E EGRESSOS DO CURSO DE PEDAGOGIA E A PROFISSIONALIZAÇÃO ..... 121

    3.4.1. Cultura profissional veiculada ..... 123
    3.4.2. Relação entre a formação inicial e o contexto profissional ..... 150
    3.4.3. Percepções da profissionalização ..... 161
    3.4.4. Percepções sobre a formação ..... 172

    QUE PROFESSOR PRETENDE-SE FORMAR? ..... 179

    BIBLIOGRAFIA ..... 195


  • Apresentação:

    Este livro foi concebido a partir de uma dissertação de mestrado em Educação realizado na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), concluído em fevereiro de 2004. Ele é resultado de um processo de inquietação acerca da formação e da profissão docente, bem como da situação de desvalorização dessa classe profissional, do perfil e postura dos professores.
    Percebe-se que a classe docente muitas vezes demonstra uma prática passiva, mecânica, repetitiva, que não busca autonomia em suas ações. Tal percepção conduz a questionamentos sobre a formação e a cultura profissional desenvolvida a partir da graduação, pois atualmente há o entendimento de que ela precisa ir ao encontro da necessidade da formação de profissionais, como afirma apropriadamente Perrenoud (2001, p. 154), "[...] autônomos e responsáveis, capazes de inovar, de construir estratégias flexíveis em função de objetivos gerais e uma ética". Os estudos do autor apontam para a necessidade da construção de um novo profissional, alguém engajado com a profissão, responsável, de forma que seja acelerado o processo de profissionalização.
    A profissionalização docente é um processo amplo, que implica envolvimento, decisão, incluindo novas perspectivas a serem definidas desde a formação inicial, por tratar-se do espaço em que se inicia a socialização profissional e no qual, segundo Imbernón (2000), são assumidas determinadas regras práticas e princípios que orientam o trabalho docente.
    Imbernón (2000) sustenta que nessa etapa de formação é preciso ter cuidado com o desenvolvimento de uma imagem assistencialista e voluntarista da profissão, que torna os professores susceptíveis à adaptação acrítica à ordem social. Também é importante que seja revista a metodologia por meio da qual os conteúdos são trabalhados, porquanto os formadores de professores funcionam como um currículo oculto da metodologia, um currículo que não é explícito, mas que traz conseqüências para os futuros professores, pois eles acabam perpetuando os modelos com os quais aprenderam. Isso se dá especialmente porque a instituição formadora tem as mesmas características do futuro local de trabalho.
    Daí a opção por se analisar a formação inicial, elemento capaz de desencadear a profissionalização docente, processo que ressalta a importância da construção de uma nova cultura e identidade profissional.
    Dada a preocupação com questões relacionadas à formação do professor, concorda-se com Libâneo (1998, p.49) quando afirma:

    [...] a desqualificação profissional do professorado é notória, porque os cursos de formação não vêm acompanhando as mudanças. Junto com isso, vem se acentuando a tendência de desprofissionalização e de decréscimo do conceito social da profissão perante a sociedade. [...] há muitas tarefas pela frente, entre elas, a de resgatar a profissionalidade do professor, redefinir as características da profissão, fortalecer as lutas sindicais por salários dignos e condições de trabalho. É preciso, junto com isso, ampliar o leque de ação dos sindicatos envolvendo também a luta por uma formação de qualidade, por uma cultura do profissionalismo, de modo que a profissão ganhe mais credibilidade e dignidade profissional.


    A profissionalização supõe envolvimento, responsabilização, iniciativa, engajamento profissional; implica trabalhar com colegas, desenvolver-se profissionalmente numa perspectiva de trabalho coletivo, ainda que individualmente cada profissional seja responsável por suas ações. É uma perspectiva que ultrapassa os limites dos conteúdos a ensinar.
    Diante do exposto, questionou-se qual a influência da formação inicial no processo de profissionalização docente. Sentiu-se a necessidade de entender como a formação inicial e, em específico, como o Curso de Pedagogia contribui para esse processo. A identidade profissional, o rompimento com o passado, o despertar para a necessidade de uma nova cultura profissional entre os professores, bem como de que tenham uma ação política mais efetiva, são preocupações que se fazem presentes.
    O Curso de Pedagogia foi escolhido como objeto de estudo tendo em vista a necessidade de se contribuir com as discussões que pretendem a sua melhoria, o que pode trazer, também, contribuições para os profissionais formados nesse curso, para outras licenciaturas e para a profissão docente.
    A partir daí, foram estabelecidos os objetivos da pesquisa, assim formulados:
    - Refletir sobre a importância da profissionalização docente para a construção de uma nova cultura e postura profissional.
    - Analisar, em função das representações dos egressos e dos formandos do Curso de Pedagogia, como a formação vem contribuindo para a profissionalização dos professores.
    - Relacionar indicativos para a reorganização dos cursos de formação inicial de professores com vistas à profissionalização docente.
    Delimitado o problema e estabelecidos os objetivos do trabalho, optou-se pela abordagem qualitativa, pois a natureza da pesquisa social é complexa, implica relações humanas e, portanto, é carregada de subjetividade. A necessidade de uma compreensão mais profunda do processo vivido na formação inicial e a despretensão de se proceder a qualquer orientação experimental impulsionou à utilização da metodologia interpretativa, que está explicitada com maiores detalhes no capítulo III, intitulado "Curso de Pedagogia: contribuições para a profissionalização docente".
    Passou-se, então, a realizar um estudo teórico dos trabalhos publicados por autores que vêm se dedicando às reflexões sobre a profissionalização docente, entre eles Burbules e Densmore (1992ab), Imbernón (1998, 2000), Marcelo Garcia (1999), Nóvoa (1995 a,b,c), Pérez Gómez (1998, 2001), Perrenoud (1993), Perrenoud et al. (2001), Sykes (1992), Veiga (1998), a fim de que fosse possível uma aproximação maior com o tema. Entender o que pensam os estudiosos, como vislumbram a profissionalização dos professores foi imprescindível para se ter clareza da complexidade que envolve o processo.
    Tomando por base o quadro teórico, iniciou-se o contato com o campo a ser pesquisado: o Curso de Pedagogia da UEPG. O curso, que funciona desde 1962, foi reconhecido em 1968, portanto, seis anos mais tarde. Desde o início de seu funcionamento passou por inúmeras reformulações, acompanhando a trajetória histórica do curso no Brasil.
    Desde a segunda metade da década de um mil novecentos e oitenta, o Curso de Pedagogia da UEPG vem formando professores para atuar nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Atualmente, após a elaboração da Proposta Pedagógica do Curso, em 1996, e a reestruturação curricular ocorrida em 2000, oferece uma formação ampla, que abrange a docência na Educação infantil, Anos Iniciais do Ensino Fundamental, disciplinas pedagógicas do Ensino Médio, além de propiciar formação em Supervisão, Orientação e Administração Escolar.
    A necessária aproximação do campo de pesquisa levou ao encontro, em de agosto de 2003, da Coordenadora do Colegiado do Curso, eleita no mesmo ano. Com seu assentimento para a realização do trabalho, foi estabelecido contato também com duas ex-coordenadoras, as quais foram denominadas Coordenadora 1 e Coordenadora 2, pois se fazia necessário compreender melhor o processo vivido no curso quando da elaboração da Proposta Pedagógica e da reestruturação curricular, em 1996 e 2000, respectivamente.
    Para se conhecer as contribuições da formação inicial no Curso de Pedagogia, tendo em vista a profissionalização docente, decidiu-se trabalhar com egressos e formandos desse curso: a amostra constou de 24% do total de 321 de alunos que se formaram em 2001, 2002 e formandos de 2003, os quais foram chamados de formandos (F), e egressos (E). Dada a quantidade de sujeitos a serem pesquisados e a dificuldade de contato com eles, optou-se pela utilização do questionário como instrumento de coleta de dados.
    A realização da pesquisa oportunizou o conhecimento e a análise das representações dos formandos e egressos do curso, enquanto percepção que têm de aspectos relacionados à formação e à profissão, principalmente em decorrência do processo de formação inicial, embora não exclusivamente. Tudo isso com o intuito de apreender-lhes o significado e indicar a que se referem, a fim de apontar possíveis caminhos para a formação de professores.
    Tendo em vista a compreensão de que as reflexões sobre a profissionalização docente remetem a uma análise sobre a profissão e seu compromisso nos âmbitos técnico, ético e político, inicia-se o livro com uma abordagem sobre a profissão docente no contexto das profissões, tendo em vista os desafios da profissionalização. Nesse capítulo procura-se realizar uma reflexão sobre essa profissão, considerada numa perspectiva de complexidade, de inserção no contexto mais amplo. Também se efetivam discussões sobre o tema profissionalização docente, ressaltando a importância da constituição da profissionalidade nesse processo.
    No segundo capítulo, que trata da formação inicial de professores para uma nova cultura profissional, estão presentes considerações sobre a relevância de se constituir uma identidade profissional entre os professores, desde a formação inicial, bem como uma análise sobre a necessidade de se construir uma nova cultura profissional entre os professores, capaz de favorecer a ruptura com a passividade e o isolamento, promovendo a colegialidade entre eles. Ainda no mesmo capítulo ressalta-se o papel da formação inicial no processo de profissionalização docente, tendo em vista o esforço que a categoria deve fazer para promover uma mudança no trabalho que desenvolve e na própria profissão. O Curso de Pedagogia está inserido nesse capítulo numa perspectiva de resgate histórico, em que se busca explicitar as contradições do processo de formação de professores, as discussões que têm se estabelecido, principalmente com relação à sua formação para atuar na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.
    O terceiro capítulo, que aborda o Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa e suas contribuições para a profissionalização docente, explicita o encaminhamento metodológico da pesquisa, bem como a contextualização do Curso de Pedagogia no âmbito dessa universidade. Além disso, com base no quadro teórico, se estabelece uma reflexão sobre alguns aspectos da Proposta Pedagógica do curso, bem como a análise e interpretação dos dados obtidos.
    Na parte final do trabalho, onde se ressalta um questionamento sobre o professor que se pretende formar, retomam-se algumas análises realizadas no capítulo anterior e se tecem outras considerações que sugerem possíveis encaminhamentos para a formação inicial de professores.
    Entretanto, após essa etapa, em que são finalizadas as reflexões, tem-se o entendimento de que embora o desenvolvimento da pesquisa exija grande esforço por parte do pesquisador, os resultados são provisórios e contextuais, portanto mutáveis, o que não altera a importância e a possibilidade de se discutir sobre eles. Nessa perspectiva, poderão conduzir a novas reflexões, bem como a novos encaminhamentos.
    Durante o percurso que foi percorrido para o desenvolvimento do trabalho, muitas pessoas foram de especial importância, pois contribuíram com seus conhecimentos e experiência. Entre elas, em especial, não se pode deixar de citar as professoras doutoras Ilma Passos de Alencastro Veiga e Mariná Holzmann Ribas, porquanto tiveram papel relevante em todas as discussões que aqui se estabelecem.
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