Professores do ensino médio em escolas públicas: o gosto pelo que sabem e fazem na profissão docente
Nágila Caporlíngua Giesta (saiba mais)
A autora apresenta uma análise da ação cotidiana na escola e traz reflexões sobre o ensinar e o aprender na educação formal. O importante é que essa análise evidencia o desejo de revigorar a retomada do entusiasmo pelo fazer pedagógico minimizando o tom de denúncia à impossibilidade de ser professor nos dias de hoje ou à inadequação da escola para atender a demanda da sociedade.
Especificações
- Nº de pág.: 268
- ISBN: 978-85-86305-58-0
- Edição: 1ª - 2008
- Sumário:
APRESENTAÇÃO ..... 9
A escola de ensino médio, local de trabalho, cenário para investigação educacional ..... 29
GÊNESE DO ESTUDO: IDÉIAS E PRÁTICAS ..... 33
CONSIDERAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ..... 45
Vivências na profissão docente ..... 47
Formação continuada aliada ao desenvolvimento profissional ..... 49
Potencialidades individuais e grupais docentes e a construção do currículo ..... 52
As diferenças constituídas nas práticas sociais, políticas e culturais ..... 64
As "diferenças" e a educação escolarizada ..... 65
A sociedade global e a abordagem curricular ..... 68
Ação docente na aprendizagem pelo aluno ..... 73
Intervenção pedagógica para uma aprendizagem escolar ..... 79
Ações pedagógicas estimuladoras de aprendizagem escolar ..... 84
PERCURSOS DA INVESTIGAÇÃO ..... 89
Construção da identidade profissional: caminhos para sua compreensão ..... 91
Definição do problema e das questões de pesquisa ..... 98
Delineando procedimentos de investigação ..... 100
Metodologia utilizada ..... 101
Identificação dos professores participantes do estudo ..... 104
Procedimentos utilizados na coleta de informações ..... 106
Procedimentos utilizados na análise das informações ..... 108
CENÁRIO EM QUE SE DESENVOLVEM AS AÇÕES PEDAGÓGICAS DOS DOCENTES INVESTIGADOS ..... 113
A escola, seu tempo, sua história ..... 119
Escola pública: ambigüidades de seus profissionais e de seus mantenedores ..... 125
REPRESENTAÇÕES, CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DOS PROFESSORES SOBRE SUA FORMAÇÃO E AÇÃO DOCENTE ..... 131
A pessoa, o professor, a experiência acadêmica e profissional ..... 134
A formação pedagógica ..... 136
A formação continuada através de cursos e eventos acadêmicos ..... 140
A formação continuada na relação com os pares ..... 143
A formação continuada a partir das relações com os alunos ..... 145
Formação continuada: o que a impulsiona ..... 148
A carreira docente ..... 150
Sentimentos e emoções na base de sustentação da carreira docente ..... 153
Razões da permanência na profissão ..... 156
Dificuldades no exercício da profissão ..... 158
Implicações político-sociais de ser professor ..... 162
As condições de trabalho ..... 165
Atitudes dos alunos em relação à aprendizagem na visão dos docentes ..... 166
A escola, os recursos disponíveis e ações político-pedagógicas na visão dos professores ..... 168
Circunstâncias escolares e o trabalho docente ..... 171
Ações diante das condições de trabalho ..... 172
A satisfação no trabalho docente ..... 175
Concepção de currículo: experiências no trabalho docente ..... 176
O currículo desejado ..... 178
Procedimentos pedagógicos mais utilizados ..... 180
Concepções sobre a ação do currículo desenvolvido ..... 184
Concepções de qualidade de ensino ..... 190
A aprendizagem discente ..... 194
As concepções pedagógicas ..... 205
Enfim, o que faz ser e continuar professor ..... 209
NA TECEDURA DAS INFORMAÇÕES, O DISCERNIMENTO DO REAL ..... 219
Vida, emoções e expectativas ..... 219
As respostas às questões que nortearam o estudo junto aos professores bem-sucedidos
no ensino médio ..... 223
NA SÍNTESE DAS INFORMAÇÕES, AS VERDADES E AS QUIMERAS ..... 231
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..... 253
- Apresentação:
... seremos capazes de interpretar os significados e a produção de significados de uma forma orientada por princípios apenas na medida em que formos capazes de especificar a estrutura e a coerência dos contextos mais amplos nos quais os significados específicos são criados e transmitidos. JEROME BRUNER, 1997
O trabalho favorece ações coletivas e criação de cultura. No magistério há uma cultura profissional que reforça postura diante de ser professor e ser estudante, ainda que ao longo dos tempos o perfil dos integrantes da vida escolar tenha sido influenciado por diferentes contextos, políticas, ideologias, constituídos por diversificados fatores econômicos e sociais. As relações na escola mudaram, mas permanecem fortes conceitos que dão significado e sugerem a maneira de se enxergar as pessoas e os demais seres que compõem o cenário e as cenas escolares.
Olhar a ação cotidiana na escola tem suscitado a reflexão sobre o ensinar e o aprender na educação formal. O importante é que esse olhar contenha o desejo de revigorar a retomada do entusiasmo pelo fazer pedagógico minimizando o tom de denúncia à impossibilidade de ser professor nos dias de hoje ou à inadequação da escola para atender a demanda da sociedade. Esta consideração se abastece em declarações de que a escola pública deixou de oportunizar um ensino de qualidade, gerando frustração à progressão escolar de seus alunos ou egressos. Especialmente o ensino médio sofre críticas diante das avaliações para ingresso e permanência na educação superior ou para determinadas chamadas no mercado de trabalho. Tais declarações são feitas em espaços diversificados, nem sempre por pessoas abalizadas, descrevendo uma realidade que obscurece o trabalho e dedicação de tantos professores e escolas que procuram desenvolver ações educativas transformadoras. Profissionais que não se deixam prostrar em seus procedimentos na educação de jovens e adultos, apesar de estarem cientes que fatores externos e internos de caráter político-sócio-econômico são fortes e quase desalentadores na busca deste intento.
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